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MS adere a programa que alivia dívida bilionária e dá fôlego fiscal para 2026.
- Silvana Nadir Garcia Machado MTE - 103/MS
- 15/12/2025
Por: Correio do Estado
O governador de Mato Grosso do
Sul, Eduardo Riedel (PP), deve confirmar nesta semana a adesão ao Programa de
Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) da Secretaria do Tesouro
Nacional.
A adesão deve dar fôlego
financeiro a MS em 2026, em razão da carência de 15 meses para pagamento após a
renegociação da dívida de R$ 9,6 bilhões com a União e entes externos, além da
redução dos juros, medida que deve zerar o serviço de pagamento da dívida no
próximo ano e reduzi-lo nos anos subsequentes.
Atualmente, o serviço dessa
dívida com a União tem custado em torno de R$ 676 milhões por ano,
aproximadamente 3% da receita corrente líquida de Mato Grosso do Sul, que no
segundo quadrimestre do ano era de R$ 21,2 bilhões.
A dívida de Mato Grosso do Sul
com a União é de R$ 9,6 bilhões, sendo R$ 7,6 bilhões (79,7%) referentes a
empréstimos e financiamentos internos, inclusive os decorrentes das
reestruturações de dívida que vêm sendo roladas desde a década de 1990.
Outros R$ 1,68 bilhão (17,5%) da dívida se referem a
empréstimos e financiamentos externos (para entidades de direito privado, não
governamentais) ou para entes internacionais em que a União é a garantidora da
dívida.
O volume de precatórios é de R$ 186 milhões (1,9%),
considerado baixo quando comparado ao de outros estados. Por fim, há ainda R$
80 milhões em dívidas de contribuições sociais.
A dívida consolidada líquida de Mato Grosso do Sul é de R$
5 bilhões. O valor desconsidera a receita corrente líquida e representa
aproximadamente 24% do que o Estado arrecada.
No comparativo com outros estados brasileiros, a situação
de Mato Grosso do Sul não é das piores, como as de São Paulo (R$ 372 bilhões),
Minas Gerais (R$ 191 bilhões), Rio de Janeiro (R$ 217 bilhões) e Rio Grande do
Sul (R$ 128 bilhões), mas é uma situação pior que a de Mato Grosso, que tem uma
dívida de R$ 5 bilhões, por exemplo.
O programa
A adesão ao Propag começou no fim de novembro, quando o
governador Eduardo Riedel enviou projeto de lei à Assembleia Legislativa de
Mato Grosso do Sul solicitando autorização para aderir ao programa. O projeto
foi aprovado na sexta-feira e já foi encaminhado para sanção do governador. A
expectativa é de que a adesão ao Propag vire lei ainda nesta semana.
O projeto autoriza o governo de Mato Grosso do Sul a
transferir recursos ao Tesouro Nacional por meio de amortização extraordinária
do saldo devedor de R$ 9,6 bilhões, além de transferir participações
societárias em empresas de propriedade do Estado. A lei também autoriza a
gestão estadual a transferir bens móveis e imóveis à União, desde que haja
manifestação de aceite pelas partes.
Também está prevista, como condição para ter acesso a
condições mais favoráveis de pagamento da dívida, a cessão de créditos líquidos
e certos do Estado para o setor privado, desde que previamente aceitos pela
União.
Por fim, MS poderá transferir à União recebíveis de
créditos inscritos na dívida ativa da Fazenda Pública estadual, “confessados e
considerados recuperáveis”, ou seja, não vale a transferência do que é chamado
de “dívida podre”.
Pagamentos
A adesão ao Propag consiste no pagamento com os ativos
citados acima e também com outra forma de quitação: o parcelamento da dívida em
até 30 anos, com taxa atrelada ao IPCA (inflação) acrescida de juros zero, ou
de 1%, ou de 2%, a depender de algumas condições, como porcentual de
antecipação da dívida e contribuição para o Fundo de Equalização Federativa
(fundo de compensação da reforma tributária).
Como a primeira parcela do pagamento do Propag só vence 15
meses após a assinatura do acordo com o Tesouro Nacional, o Estado poderá ter
um forte alívio financeiro em 2026, sem a necessidade de repassar a dívida à
União.
Atualmente, o serviço da dívida é de R$ 676 milhões por
ano, o que representa repasses de R$ 53 milhões por mês, valor que deve ser
reduzido com a adesão ao programa.
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